Época natalina, época consumista, época de reunir a família, época de endividamento etc. São alguns fatores atuais mais presentes nos encontros natalinos.
Os valores morais foram substituídos pelos objetos. O “melhor” natal vai ser na casa de quem possuí melhor decoração e maior peru, será? Pode até ser, mas será necessário a compaixão, harmonia, desfoco principal nos presentes e foco maior na união.
Não mais se vê coisas deste tipo. Vemos: “Compre já pelo menor preço”, “Promoção, não perca essa oportunidade” ou “Você não vai querer desapontar seus amigos com essa lembrancinha, não?”. Isso cansa e deixa irritado, e o pior é que a massa (povão) se sente motivada a sair comprando. Neste ano já foram batidos todos os records de compras em todas as lojas no mundo todo! Já percebi que também as lojas não estão nas tais promoções, e que os produtos oferecidos estão mais caros que o costume, o que é uma lógica adequada já que quanto maior a procura, maior a oferta; mas então por que anunciam como promoção, ela é de -20% (negativo), ou seja, 20% a mais? A busca pelo acúmulo de capital está se tornando ridículo…

"Quero que VOCÊ gaste muito! Para provar o amor à sua família"
Segundo uma pesquisa, de quem não me lembro o órgão, os brasileiros, em Dezembro, pagavam suas dívidas com o 13º adquirido, porém este ano o número disso acontecendo foi muito baixo! O número de inadimplência cresceu, há mais gente com o nome sujo do que antes, mas para que? Compra de natal. É lógico, se as compras de fim de ano aumentam, alguma coisa tem que cair, e o que caiu foi o número de pagamento de dívidas. Não se entende o motivo ainda, mas que neste país ficar endividado no começo do ano é ruim porque hás festas e festas para se gastar e não vai dar para pagar as dívidas no decorrer do ano seguinte, é meio loucura o que estão fazendo… Já que muitos acreditam no fim do mundo em 2012, por que não gastar todo o dinheiro em 2010 e me ferrar em 2011? É um bom questionamento…
Uma curiosidade: o número de fiéis cresceram em todo mundo! “Então por que há mais consumismo, se é considerado pecado?” Uma boa pergunta, caro leitor atento e sagaz. O que será que fé e compras tem em comum? (Deixando de lado os gastos da própria igreja, estou falando dos fiéis!). Será que estão mais crente no fim do mundo? A fé está permitindo que terão sucesso em algo e então poderão gastar neste ano porque o ano que se segue será cheio de riquezas? . Esse fato não é uma simples comparação, tem que buscar coisas que aconteceu na virada de milênio, por exemplo. Mas com a fé, traz segurança pessoal, com isso, confiança para consumir. É um ciclo…
Nos resta comprar lembranças significativas e compartilhar os momentos com a família e amigos, já que o caos está tomando conta das ruas à busca pelo presente perfeito. Não deixarmos que entre em nossa lar, porque isso não traz benefício algum para você e muito menos para a construção deste país, a minha maior revolta é que o Brasil é feito de pessoas pertencente ao meio caótico. (Digo caótico neste parágrafo às pessoas gritando e brigando por presentes e mais descontos, que só pensam em melhor presente pelo melhor preço. Também digo isso para nosso país porque isso é a massa, ela quem coloca certos deputados e presidentes no poder para se ferrar e levar e parte intelectual pro fundo do poço!)
Por fim…
Com este post, a equipe do Crítica Existencial lhe deseja um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, o ano que se segue será cheio de novidades e de surpresas! PS: não estou falando do blog.